
30 de mar. de 2010
28 de mar. de 2010
26 de mar. de 2010
Não Quero Ser Baiano
Concordo com Jornalista abaixo.
NÃO QUERO SER BAIANO
Me chamo Elilson Cabral, sou de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Capão da Canoa, e estava cansado em ouvir falar dos baianos e de sua “Vasta Cultura”. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a Bahia era perfeita, suas praias paradisíacas, seus artistas infindos, cansei de ouvir: Baiano não nasce, estréia. Olhava pro rosto do povo Rio Grandense e via neles tanto ou mais “cultura” que nos baianos, a Bocha, a Milonga, a Guarânia, o chimarrão e não só as danças, ritmos ou indumentárias, mas toado sentimento que exalava do nosso cotidiano. “Cultura”, isso nós tínhamos, e tínhamos mais e melhor, afinal o que o mundo via na Bahia que não via em nós?
Resolvi então descobri o que é que a Bahia tem. Tirei dois anos da minha vida para conhecer a Bahia e toda sua “Cultura”, para poder mostrar pra o Brasil que existimos e que somos tão bons quantos qualquer outro brasileiro.
No dia 03 de Outubro de 1999 desembarquei no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, e logo de cara ao contrario de baianas com suas roupas pomposas e suas barracas de acarajé, dei de cara com um taxista mal humorado porque tinham lhe roubado o aparelho celular, começava então minha árdua luta pra provar que baiano como qualquer um outro brasileiro nascia de um ventre e não de traz das cortinas.
Alguns quilômetros à frente já estava tentando arrancar do taxista as informações que podessem servir de base para minhas teorias, afinal eu precisava preencher uma serie de lacunas sobre os baianos e suas “baianíces”. Seu Ivo, era como se chamava o simpático taxista falava sem parar, com uma voz de ritmo pausado e sem pressa para me explicar, ia ele contando-me toda historia de salvador e sua política:
- Ah! Essa política é uma “fuleiragem”, é sempre eles nos roubando e agente votando nos mesmo sacanas que nos roubam.
Me chamou a atenção como ele não media palavras para definir os seus governantes. Mas até então nada na Bahia me encantara, nada de magia, nada de beleza. Chegando no hotel onde ficaria durante esse período fui então programar minhas estratégias e resolvi logo ir ao local mais badalado da Bahia, O pelourinho. Chegando no bairro mais uma vez nada de surpresa, casas antigas, pessoas e cabelos, trançados, espichados, alisados, pintados, enfim, coisas da Bahia. Senti um cheiro muito forte de dendê (ao menos eu achava que era dendê), nunca sentira aroma igual. Então avistei numa varanda pequena uma senhora e duas crianças que brincavam de aprender a fazer acarajé, parei e fiquei olhando tentando colher informações para meu “dossiê”.
- Entra seu moço!
Foi o que logo ouvi, meio sem jeito fui logo pra perto do fogão, o cheiro era cada vez mais forte e envolvente.
- O senhor quer uma?
- Claro!
Ia perder a oportunidade de comer a iguaria baiana mais famosa e poder dar meu parecer a respeito? Jamais. Dei a primeira mordida e sentir-me como se tivesse numa fornalha, aquilo queimava, ardia e pasmem era muito gostoso, tentava parar de comer, mas quanto mais tentava mais me lambuzada com aquele recheio que eles chamavam de VATAPÁ. Delicioso!
Enfim a Bahia tem algo de bom, mais é isso que encanta na Bahia? Bem vou encurtar minha historia para que vocês leitores dessa revista não fiquem entediados.
Passei dois anos viajando por toda Bahia, suas praias paradisíacas, ouvindo e vendo seus artistas, e saboreando de sua cultura e consegui chegar a um denominador comum, consegui alcançar o tanto procurava. Enfim os baianos não são melhores que nós Gaúchos, na realidade somos até mais civilizados que eles, porém, uma coisa nesses dois anos me chamou a atenção, vou dizer-lhes qual foi. Ao voltar para minha linda cidade no interior do Rio Grande do Sul sentir-me como se estivesse pousado no meu planeta, e logo escrevi um artigo pra uma revista falando da minha “descoberta” e depois de publicada fique de bem comigo mesmo e com minha terra, agora sim estou leve.
Agora sim?
Ainda não!
Passei os meus dias tentando entender porque sentia tanta falta da Bahia, porque sentia falta de meu vizinho Dorgival, do rapaz que passava vendendo sacolé, do João da barraca de água de coco, meu Deus porque esse vazio? Foi então que descobri o que é que a Bahia tem. Sem pretensão de ofender os meus, digo-lhes que, jamais verei nos sorrisos gaúchos a beleza da sinceridade baiana, jamais sentirei nas percussões de cá o pulsar dos meninos negros de pés descalços que “oloduavam” sem ter medo da dureza futura, jamais terei no abraço de meus parentes o calor que sentia ao ser abraçado pela vendedora de cocada de araçá(goiaba) que toda tardinha teimava em insistir pra que eu comprasse mais uma, jamais sentirei nos territórios daqui o cheiro de dendê, puxa o dendê que nem mesmo sabia o seu cheiro e o reconheci assim, de pronto, queridos conterrâneos, na nação de lá eles andam descalços mesmo os adultos e não é por não terem calçados, eles gostam de viver assim, a chuva não é apenas suprimento e fartura, é diversão, quantas vezes corri pela chuva com o André, filho de Dna Zete, seguindo o caminho que ela fazia no meio da calçada. Amigos, naquela nação os cabelos são como roupas, as roupas são como armas e as armas são os instrumentos, que levam uma multidão para uma batalha que dura 7 dias e que sempre acaba em vitória para ambos os lados, uma cabaça é motivo de festa, um fio de arame motivo pra luta (de capoeira), dois homens juntos é motivo pra samba, pagode, e festa. E pasmem queridos patrícios, eles trabalham, e muito, no tabuleiro de cocada, na frente de um volante, com uma baqueta nas mãos, trabalham sim. Não quero ser baiano! Sou gaúcho! Sou brasileiro! Mas nunca imaginei que conheceria um Brasil que jamais pensei achar exatamente na Bahia, exatamente lá, do outro lado, na outra nação.. Não quero me separar deles, não quero perder o direito de dizer que sou brasileiro e que tenho a Bahia como pedaço de mim. Não quero ser baiano, mas mesmo assim não consigo não ser.
Jamais saberia que seria necessário ir a Bahia para conhecer o Brasil.
Elilson Nunes Cabral Filho
Jornalista
NÃO QUERO SER BAIANO
Me chamo Elilson Cabral, sou de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Capão da Canoa, e estava cansado em ouvir falar dos baianos e de sua “Vasta Cultura”. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a Bahia era perfeita, suas praias paradisíacas, seus artistas infindos, cansei de ouvir: Baiano não nasce, estréia. Olhava pro rosto do povo Rio Grandense e via neles tanto ou mais “cultura” que nos baianos, a Bocha, a Milonga, a Guarânia, o chimarrão e não só as danças, ritmos ou indumentárias, mas toado sentimento que exalava do nosso cotidiano. “Cultura”, isso nós tínhamos, e tínhamos mais e melhor, afinal o que o mundo via na Bahia que não via em nós?
Resolvi então descobri o que é que a Bahia tem. Tirei dois anos da minha vida para conhecer a Bahia e toda sua “Cultura”, para poder mostrar pra o Brasil que existimos e que somos tão bons quantos qualquer outro brasileiro.
No dia 03 de Outubro de 1999 desembarquei no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, e logo de cara ao contrario de baianas com suas roupas pomposas e suas barracas de acarajé, dei de cara com um taxista mal humorado porque tinham lhe roubado o aparelho celular, começava então minha árdua luta pra provar que baiano como qualquer um outro brasileiro nascia de um ventre e não de traz das cortinas.
Alguns quilômetros à frente já estava tentando arrancar do taxista as informações que podessem servir de base para minhas teorias, afinal eu precisava preencher uma serie de lacunas sobre os baianos e suas “baianíces”. Seu Ivo, era como se chamava o simpático taxista falava sem parar, com uma voz de ritmo pausado e sem pressa para me explicar, ia ele contando-me toda historia de salvador e sua política:
- Ah! Essa política é uma “fuleiragem”, é sempre eles nos roubando e agente votando nos mesmo sacanas que nos roubam.
Me chamou a atenção como ele não media palavras para definir os seus governantes. Mas até então nada na Bahia me encantara, nada de magia, nada de beleza. Chegando no hotel onde ficaria durante esse período fui então programar minhas estratégias e resolvi logo ir ao local mais badalado da Bahia, O pelourinho. Chegando no bairro mais uma vez nada de surpresa, casas antigas, pessoas e cabelos, trançados, espichados, alisados, pintados, enfim, coisas da Bahia. Senti um cheiro muito forte de dendê (ao menos eu achava que era dendê), nunca sentira aroma igual. Então avistei numa varanda pequena uma senhora e duas crianças que brincavam de aprender a fazer acarajé, parei e fiquei olhando tentando colher informações para meu “dossiê”.
- Entra seu moço!
Foi o que logo ouvi, meio sem jeito fui logo pra perto do fogão, o cheiro era cada vez mais forte e envolvente.
- O senhor quer uma?
- Claro!
Ia perder a oportunidade de comer a iguaria baiana mais famosa e poder dar meu parecer a respeito? Jamais. Dei a primeira mordida e sentir-me como se tivesse numa fornalha, aquilo queimava, ardia e pasmem era muito gostoso, tentava parar de comer, mas quanto mais tentava mais me lambuzada com aquele recheio que eles chamavam de VATAPÁ. Delicioso!
Enfim a Bahia tem algo de bom, mais é isso que encanta na Bahia? Bem vou encurtar minha historia para que vocês leitores dessa revista não fiquem entediados.
Passei dois anos viajando por toda Bahia, suas praias paradisíacas, ouvindo e vendo seus artistas, e saboreando de sua cultura e consegui chegar a um denominador comum, consegui alcançar o tanto procurava. Enfim os baianos não são melhores que nós Gaúchos, na realidade somos até mais civilizados que eles, porém, uma coisa nesses dois anos me chamou a atenção, vou dizer-lhes qual foi. Ao voltar para minha linda cidade no interior do Rio Grande do Sul sentir-me como se estivesse pousado no meu planeta, e logo escrevi um artigo pra uma revista falando da minha “descoberta” e depois de publicada fique de bem comigo mesmo e com minha terra, agora sim estou leve.
Agora sim?
Ainda não!
Passei os meus dias tentando entender porque sentia tanta falta da Bahia, porque sentia falta de meu vizinho Dorgival, do rapaz que passava vendendo sacolé, do João da barraca de água de coco, meu Deus porque esse vazio? Foi então que descobri o que é que a Bahia tem. Sem pretensão de ofender os meus, digo-lhes que, jamais verei nos sorrisos gaúchos a beleza da sinceridade baiana, jamais sentirei nas percussões de cá o pulsar dos meninos negros de pés descalços que “oloduavam” sem ter medo da dureza futura, jamais terei no abraço de meus parentes o calor que sentia ao ser abraçado pela vendedora de cocada de araçá(goiaba) que toda tardinha teimava em insistir pra que eu comprasse mais uma, jamais sentirei nos territórios daqui o cheiro de dendê, puxa o dendê que nem mesmo sabia o seu cheiro e o reconheci assim, de pronto, queridos conterrâneos, na nação de lá eles andam descalços mesmo os adultos e não é por não terem calçados, eles gostam de viver assim, a chuva não é apenas suprimento e fartura, é diversão, quantas vezes corri pela chuva com o André, filho de Dna Zete, seguindo o caminho que ela fazia no meio da calçada. Amigos, naquela nação os cabelos são como roupas, as roupas são como armas e as armas são os instrumentos, que levam uma multidão para uma batalha que dura 7 dias e que sempre acaba em vitória para ambos os lados, uma cabaça é motivo de festa, um fio de arame motivo pra luta (de capoeira), dois homens juntos é motivo pra samba, pagode, e festa. E pasmem queridos patrícios, eles trabalham, e muito, no tabuleiro de cocada, na frente de um volante, com uma baqueta nas mãos, trabalham sim. Não quero ser baiano! Sou gaúcho! Sou brasileiro! Mas nunca imaginei que conheceria um Brasil que jamais pensei achar exatamente na Bahia, exatamente lá, do outro lado, na outra nação.. Não quero me separar deles, não quero perder o direito de dizer que sou brasileiro e que tenho a Bahia como pedaço de mim. Não quero ser baiano, mas mesmo assim não consigo não ser.
Jamais saberia que seria necessário ir a Bahia para conhecer o Brasil.
Elilson Nunes Cabral Filho
Jornalista
25 de mar. de 2010
23 de mar. de 2010
23 de fev. de 2010
12 de dez. de 2009
O Galagrama
Sou casado há mais 3 anos e nada de minha mulher engravidar. Ela sempre comentava que iria fazer uns exames e tal. Sempre nos exames dela dava uns tais de policistos, etc... Fez tratamentos, exames, tratamentos, um atrás do outro... e nada!... os mesmos policistos. Aí, certa vez vem a notícia dela: A Médica pediu para você fazer um exame: Um Espermograma.
Fiquei dias pensando como seria esse exame de espermograma – que gentilmente o batizei de Galagrama, como seria o processo? o que dizer na hora da recepção? etc. Enfim, decidimos ir. Aliás, decidimos não. Ela decidiu marcar o dia. Chegou o dia. Fomos lá na clínica. Deveria ter umas 20 pessoas na espera que é exatamente em frente das recepcionistas ou seja, todo mundo escuta tudo, menos a TV que tinha lá. Eram olhares de um lado pro outro... cada um querendo saber o que o vizinho tinha de “doença”. Isso era mulher, homem, senhoras, meninos, meninas, enfim... e ninguém olhava a porra da TV. Daqui a pouco sai o nº da minha senha. Pronto, chegou minha vez. Me levanto.... e lógico, quatrocentos olhos em cima de mim, aliás, de todos que se levantavam, mas novamente noto que ninguém olha pra TV... só olha pro paciente que ali está.
Entrego minha requisição à recepcionista. Ela lê lá que é ESPERMOGRAMA, mas mesmo assim pergunta num tom um pouco acima: ESPERMOGRAMA? Adivinha... todos olham, lógico! Aí que ela diz: só 1 minuto. Aí eu olho pra TV pra ver se alguém se empolga .. que nada!
Lá vem a recepcionista com um formulário cheio de perguntas. Ao invés dela me entregar e eu preencher, não. Preferiu ficar perguntando: Tem Filhos ? É a primeira vez que faz um espermograma ? está em abstinência há mais de 3 dias ?.. e por aí vai. Imagine. Pronto. Terminei a primeira etapa. Ela diz: aguarde lhe chamar.
Volto para o lado de minha mulher. Ela com as bochechas inchadas e vermelhas querendo explodir de rir com a situação. Aí, pra relaxar eu comecei e perturbá-la dizendo a ela que a recepcionista havia dito que haviam umas assistentes e que elas viriam me buscar pra fazer o “processo”. Fiquei dizendo que seriam duas mulheres, gostosíssimas, uma loira e uma morena e que eu iria entrar com elas e iria passar umas duas horas lá dentro. Nisso, acaba o programa de Ana Maria Braga e começa outro pior ainda. Aí eu tive certeza que ninguém iria mais olhar a TV mesmo. E aí, mesma situação. Pessoas são chamadas, outras saem da “portinha” com uns exames, outras entram. E eu dizendo que as mulheres estavam perto de vir me buscar. Pois num é que aparece uma loiraça na porta e chama: “FULANO DE TAL”.... Não era eu. E continua o processo, uns vem chamar, pessoas entram, saem, aquela rotina. E lógico, todos olhando pra todos.
Daqui a pouco aparece um negão – quase 2 metros de altura e chama: - “Pedro Henrique”. Eu mesmo. Puuuutz. A risada, inevitável. Lá vou eu com os meus papéis. Entrego a ele, ele pede para que eu acompanhe. Entra no corredor e chegamos a uma porta onde tem uma placa “NÃO ENTRE SEM PERMISSÃO”. Nisso, algumas imagens passam ao meu redor : uma médica passando com uns papéis, uma mulher mancando, uma criança indo tirar sangue, etc. O cara abre a porta pra mim e me mostra o cenário: Uma cadeira pequena, algumas revistas viradas e na frente da cadeira uma TV passando algumas imagens e vídeos... cada imagem mais fuleira que a outra. As revistas antigas, uma internacional, etc. Nesse “espaço” tem também um sanitário, uma pia, um rolo de papel toalha, papel higiênico, etc. Sim, entro com dois recipientes: um para colocar o “motivo do exame” e o outro é um sabonete líquido para eu usar quando terminar o serviço.
Pois bem, lá estou eu tentando me familiarizar com o ambiente, começando a folhear as revistas como quem não quer nada, mas a acústica da sala é péssima – fico pensando que o povo de fora fica escutando o folhear da revista – fico pensando não. Tenho certeza! Nisso vou tentando me distrair e “prestar atenção no serviço”, mas os ruídos externos são péssimos para a concentração. Fico meio impaciente. Olho uma revista, outra, tudo isso muito rapidamente, olho para o relógio, etc. E nada do “doidinho” dá sinal de vida. O que fazer ? bem, respiiiiiiiiiiiiiiro... começo tudo de novo, olho a TV com as imagens.. o vídeo (sem som, lógico). Folheio novamente as revistas, etc, etc, etc. ....OPS!.... sinal de fumaça! E aí eu começo meu processo – ufa vou terminar logo isso, penso logo. E lá estou eu todo animado. Quando tô quase lá, vem um grito e um choro de fora: aaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiii.... buááááááááááááá....: era uma criança que acabava de levar uma injeção. Puuuuuuuuuuuuuuuutzzzz. O “doidinho”, logicamente, tenta se esconder, né.... começo uma negociação com ele, conversa vai, conversa vem, mas ele insiste em “sinalizar” que aquela situação ali é totalmente desfavorável. Tenho que concordar com ele, mas sigo em frente pra terminar o serviço. Enfim, lá vamos nós. Mas não podia ser diferente. Com todo aquele “clima” saem apenas uns míseros 10 pinguinhos – que rapidamente encosto o recipiente para “prendê-los” ali.
Me arrumo todo, uso o sabonete líquido que o negão havia me dado. Tudo como manda o figurino. Preparo minha cara de pau para sair da sala. Pense num constrangimento. Quando eu abro a sala ta lá o Negão me esperando e solta: PRONTO ???. Eu não sabia onde me enterrar. Lá vou eu com o recipiente – transparente, com os vergonhosos pinguinhos dentro dele. Eu pego um dos papéis que tenho que entregar à recepcionista e o enrolo pra poder sair. Na saída, o trajeto é o mesmo da ida: contorna a mesa das atendentes, passa em frente aos “telespectadores”, e entrega o papel, o recipiente, a atendente. Aí ela também pergunta: PRONTO??. Não sei o porque dessas perguntas, já que eu já estou devolvendo tudo ali, né!.
Pronto, agora é ir buscar o resultado e levar para a Médica da minha esposa quando ela retornar a ela.
Pego o resultado, abro com curiosidade, apesar de não entender nada. São números e mais números e fecho de novo. Ficarei aguardando minha esposa marcar com a Médica dela para levar o bendito exame.
Chega o dia. Fomos lá na Médica, ela abre começa a “leitura” dos números e dando um “tics” em cada um.
No final há um parecer: QUANTIDADE DE SECREÇÃO APRESENTADA NO EXAME NÃO POSSIBILITA MAIORES DIAGNÓSTICOS. A Médica com a cara de quem não sabe nada me diz: VAI TER QUE REPETIR O EXAME.
Pergunte se eu fiz!.
Maaaaaaaaaaaaais nunca.
Fiquei dias pensando como seria esse exame de espermograma – que gentilmente o batizei de Galagrama, como seria o processo? o que dizer na hora da recepção? etc. Enfim, decidimos ir. Aliás, decidimos não. Ela decidiu marcar o dia. Chegou o dia. Fomos lá na clínica. Deveria ter umas 20 pessoas na espera que é exatamente em frente das recepcionistas ou seja, todo mundo escuta tudo, menos a TV que tinha lá. Eram olhares de um lado pro outro... cada um querendo saber o que o vizinho tinha de “doença”. Isso era mulher, homem, senhoras, meninos, meninas, enfim... e ninguém olhava a porra da TV. Daqui a pouco sai o nº da minha senha. Pronto, chegou minha vez. Me levanto.... e lógico, quatrocentos olhos em cima de mim, aliás, de todos que se levantavam, mas novamente noto que ninguém olha pra TV... só olha pro paciente que ali está.
Entrego minha requisição à recepcionista. Ela lê lá que é ESPERMOGRAMA, mas mesmo assim pergunta num tom um pouco acima: ESPERMOGRAMA? Adivinha... todos olham, lógico! Aí que ela diz: só 1 minuto. Aí eu olho pra TV pra ver se alguém se empolga .. que nada!
Lá vem a recepcionista com um formulário cheio de perguntas. Ao invés dela me entregar e eu preencher, não. Preferiu ficar perguntando: Tem Filhos ? É a primeira vez que faz um espermograma ? está em abstinência há mais de 3 dias ?.. e por aí vai. Imagine. Pronto. Terminei a primeira etapa. Ela diz: aguarde lhe chamar.
Volto para o lado de minha mulher. Ela com as bochechas inchadas e vermelhas querendo explodir de rir com a situação. Aí, pra relaxar eu comecei e perturbá-la dizendo a ela que a recepcionista havia dito que haviam umas assistentes e que elas viriam me buscar pra fazer o “processo”. Fiquei dizendo que seriam duas mulheres, gostosíssimas, uma loira e uma morena e que eu iria entrar com elas e iria passar umas duas horas lá dentro. Nisso, acaba o programa de Ana Maria Braga e começa outro pior ainda. Aí eu tive certeza que ninguém iria mais olhar a TV mesmo. E aí, mesma situação. Pessoas são chamadas, outras saem da “portinha” com uns exames, outras entram. E eu dizendo que as mulheres estavam perto de vir me buscar. Pois num é que aparece uma loiraça na porta e chama: “FULANO DE TAL”.... Não era eu. E continua o processo, uns vem chamar, pessoas entram, saem, aquela rotina. E lógico, todos olhando pra todos.
Daqui a pouco aparece um negão – quase 2 metros de altura e chama: - “Pedro Henrique”. Eu mesmo. Puuuutz. A risada, inevitável. Lá vou eu com os meus papéis. Entrego a ele, ele pede para que eu acompanhe. Entra no corredor e chegamos a uma porta onde tem uma placa “NÃO ENTRE SEM PERMISSÃO”. Nisso, algumas imagens passam ao meu redor : uma médica passando com uns papéis, uma mulher mancando, uma criança indo tirar sangue, etc. O cara abre a porta pra mim e me mostra o cenário: Uma cadeira pequena, algumas revistas viradas e na frente da cadeira uma TV passando algumas imagens e vídeos... cada imagem mais fuleira que a outra. As revistas antigas, uma internacional, etc. Nesse “espaço” tem também um sanitário, uma pia, um rolo de papel toalha, papel higiênico, etc. Sim, entro com dois recipientes: um para colocar o “motivo do exame” e o outro é um sabonete líquido para eu usar quando terminar o serviço.
Pois bem, lá estou eu tentando me familiarizar com o ambiente, começando a folhear as revistas como quem não quer nada, mas a acústica da sala é péssima – fico pensando que o povo de fora fica escutando o folhear da revista – fico pensando não. Tenho certeza! Nisso vou tentando me distrair e “prestar atenção no serviço”, mas os ruídos externos são péssimos para a concentração. Fico meio impaciente. Olho uma revista, outra, tudo isso muito rapidamente, olho para o relógio, etc. E nada do “doidinho” dá sinal de vida. O que fazer ? bem, respiiiiiiiiiiiiiiro... começo tudo de novo, olho a TV com as imagens.. o vídeo (sem som, lógico). Folheio novamente as revistas, etc, etc, etc. ....OPS!.... sinal de fumaça! E aí eu começo meu processo – ufa vou terminar logo isso, penso logo. E lá estou eu todo animado. Quando tô quase lá, vem um grito e um choro de fora: aaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiii.... buááááááááááááá....: era uma criança que acabava de levar uma injeção. Puuuuuuuuuuuuuuuutzzzz. O “doidinho”, logicamente, tenta se esconder, né.... começo uma negociação com ele, conversa vai, conversa vem, mas ele insiste em “sinalizar” que aquela situação ali é totalmente desfavorável. Tenho que concordar com ele, mas sigo em frente pra terminar o serviço. Enfim, lá vamos nós. Mas não podia ser diferente. Com todo aquele “clima” saem apenas uns míseros 10 pinguinhos – que rapidamente encosto o recipiente para “prendê-los” ali.
Me arrumo todo, uso o sabonete líquido que o negão havia me dado. Tudo como manda o figurino. Preparo minha cara de pau para sair da sala. Pense num constrangimento. Quando eu abro a sala ta lá o Negão me esperando e solta: PRONTO ???. Eu não sabia onde me enterrar. Lá vou eu com o recipiente – transparente, com os vergonhosos pinguinhos dentro dele. Eu pego um dos papéis que tenho que entregar à recepcionista e o enrolo pra poder sair. Na saída, o trajeto é o mesmo da ida: contorna a mesa das atendentes, passa em frente aos “telespectadores”, e entrega o papel, o recipiente, a atendente. Aí ela também pergunta: PRONTO??. Não sei o porque dessas perguntas, já que eu já estou devolvendo tudo ali, né!.
Pronto, agora é ir buscar o resultado e levar para a Médica da minha esposa quando ela retornar a ela.
Pego o resultado, abro com curiosidade, apesar de não entender nada. São números e mais números e fecho de novo. Ficarei aguardando minha esposa marcar com a Médica dela para levar o bendito exame.
Chega o dia. Fomos lá na Médica, ela abre começa a “leitura” dos números e dando um “tics” em cada um.
No final há um parecer: QUANTIDADE DE SECREÇÃO APRESENTADA NO EXAME NÃO POSSIBILITA MAIORES DIAGNÓSTICOS. A Médica com a cara de quem não sabe nada me diz: VAI TER QUE REPETIR O EXAME.
Pergunte se eu fiz!.
Maaaaaaaaaaaaais nunca.
20 de nov. de 2009
10 de nov. de 2009
7 de nov. de 2009
30 de out. de 2009
23 de out. de 2009
A velhinha e a farmácia

A velhinha, toda elétrica, entra na farmácia:
- Vocês têm analgésicos?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm remédio contra reumatismo?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm camisinha lubrificada?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm Viagra?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm pomada anti-ruga?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm gel para hemorróidas?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm bicarbonato?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm antidepressivos?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm soníferos?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm remédio para a memória?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm fraldas para adultos?
- Temos sim senhoooooora!!!
Minha senhora isto aqui é uma far-má-cia, nós temos isso tudo.
Qual é seu problema?
- Bem é que vou casar com meu noivo que tem 85 anos, e eu vou fazer 80 no fim do mês.
Nós gostaríamos de saber, se podemos deixar nossa lista de casamento aqui com vocês.
18 de out. de 2009
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